Imagem capa - Eu vou amamentar? por Kelly Schmidt - Fotografia feita de amor!
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Eu vou amamentar?

Eu vou amamentar? Será que vou conseguir? Como devo proceder? 


Essas são algumas dúvidas que surgem ainda antes da chegada do bebê e cada mamãe sente de um jeito diferente. Por isso, nós buscamos os esclarecimentos de uma forma prática para poder ajudar as mulheres nesse momento tão importante de suas vidas.

Sabendo que cada caso é um caso e entendendo o desejo de amamentar de muitas mães, fizemos uma parceria com a Enfermeira Jamila Vasquez, consultora de aleitamento materno que oferece apoio, suporte técnico confiável e esclarece dúvidas e mitos sobre a amamentação. Vamos lá?


Começando do início...


O que é uma consultora em aleitamento materno?


É um profissional da área da saúde que dará todo o suporte necessário à dupla mãe-bebê focando a boa evolução do aleitamento materno e a solução de problemas decorrentes dessa fase. A consultora normalmente faz visitas domiciliares ou hospitalares oferecendo orientações diversas antes ou após o parto. Posições favoráveis para amamentar, pega correta, observação da mamada, cuidados com as mamas, auxílio no aumento da produção de leite, manutenção da amamentação no retorno ao trabalho, resolução de problemas como fissuras mamilares, dor para amamentar, mastite, dentre outros, são alguns dos aspectos trabalhados por este profissional.


O que as mães perguntam no primeiro encontro com uma consultora de aleitamento materno?  


As perguntas são diversas... as dúvidas já iniciam com o momento de chamar a consultora se antes ou depois do parto. As perguntas mais frequentes são:


Eu preciso preparar as mamas para amamentar?
Eu posso oferecer bico/chupeta para o meu bebê?

E se eu não tiver leite?

E se meu leite for fraco?
Eu já vou sair amamentando do hospital?
Eu tenho que colocar o bebê pra mamar logo depois que ele nasce?

De quanto em quanto tempo meu bebê vai mamar?
Eu vou fazer cesárea, vão levar o bebê ainda no bloco cirúrgico para eu amamentar?

Possuo prótese mamária vou conseguir amamentar?

Essas são algumas das várias perguntas que as mulheres fazem. O nascimento do bebê é um período delicado, onde a rotina do casal vai ser totalmente modificada, por isso, todas as dúvidas devem ser esclarecidas pelos profissionais que atendem essas mulheres.


Faz diferença fazer uma primeira consultoria pré aleitamento?


Ter uma consulta ainda durante a gestação seria o ideal, principalmente para as mamães de primeira viagem. A gestação é um período de muitas mudanças, questionamentos e incertezas. Poder tirar as dúvidas com um profissional que tenha experiência em aleitamento materno fará muita diferença no início e durante todo o processo de amamentação.

 

Qual é o prazo limite para as mães procurarem uma consultoria?


Não tem prazo definido. Depende da situação. Posso atender no primeiro dia de vida, passando alguns dias ou até meses. Nosso intuito é ajudar mamães a amamentarem seus bebês. Já atendi diversos casos até mesmo de mães que já haviam iniciado fórmula, que se arrependeram e desejaram retornar a amamentação exclusiva no peito. Também atendo casos mais graves como fissura mamilar, dor nos mamilos, ingurgitamento, mastite, baixa produção de leite, monilíase (o famoso sapinho!!), além de atender mães que retornam ao trabalho mas querem seguir oferecendo leite materno aos pequenos.




E se o bebê não pegar o peito? Digamos que o pediatra oriente o uso da fórmula. Passados 2 meses essa mãe conseguiria amamentar? Vale a pena tentar?

Vale a pena sim!!! Utilizamos estratégias para aumentar a produção de leite. Uma técnica bastante utilizada é a relactação, que consiste na utilização de uma sonda acoplada em um recipiente que contenha leite. Colocamos essa sonda junto ao seio da mãe, enquanto a criança suga o peito também suga o leite do recipiente. Ela se alimenta, e ao mesmo tempo, estimula com a sucção a produção de leite materno. Essa técnica também é bastante utilizada com aquelas mães cujos bebês precisam ficar internados em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Longos períodos de internação sem a sucção do bebê acabam diminuindo consideravelmente a produção de leite materno. Se durante a internação não houver estímulo frequente (por ordenha manual ou elétrica) a produção de leite materno diminui consideravelmente, nesses casos normalmente utilizamos essa técnica com muito sucesso!  


Por que a máquina elétrica extratora de leite é melhor que a manual?

Porque ela é desenvolvida com tecnologia que imita a sucção e as diferentes pressões feitas pelos bebês no momento da mamada. As bombas elétricas, embora mais caras, podem ser alternativas práticas para algumas mães. Atualmente temos muitas opções e, muitas vezes, isso se torna um problema para quem não tem familiaridade com elas. É sempre necessário buscar uma máquina que seja confortável e que a sucção seja efetiva. Já trabalhei com várias marcas, mas tenho minhas preferidas. Não significa que sendo elétrica a máquina é boa! Se a mãe tem interesse em fazer essa aquisição precisa procurar um profissional que as conheça, pois do contrário pode estar fazendo um investimento alto e em vão. As bombas manuais, mais simples, normalmente não são tão efetivas e podem causar traumas mamilares. Na utilização de qualquer uma das duas é sempre necessário a orientação de um profissional especializado.




Depois do primeiro encontro com a consultora já se tem resultados?
 
Normalmente sim! Vale lembrar que cada caso é um caso. O que acontece com uma dupla (mãe e filho) é diferente da outra. As dificuldades são diversas e é preciso avaliar cada caso e encontrar a intervenção mais adequada para cada situação. Muitas mães procuram a consultoria um pouco descrentes, pois já tiveram experiências prévias negativas, mas com orientação profissional, vontade e envolvimento materno eu diria que raramente uma mulher não consegue amamentar seu bebê.


O que a mulher mais precisa no início da amamentação?

 

Eu diria que nesse momento tão delicado o que a mulher mais precisa é de apoio e orientação. Ela necessita que o companheiro e demais pessoas importantes que estarão com ela, principalmente nos primeiros dias, acreditem que ela é capaz de nutrir seu bebê e a apoiem nessa decisão. A mãe também precisa de orientação. A maioria das mulheres não se preocupa com a amamentação e sim com o parto e passam a gestação inteira pensando em como vai ser o dia da chegada do bebê e a amamentação sequer é lembrada. Durante os primeiros dias tanto a mãe quanto os familiares ficam extremamente ansiosos se a amamentação não se concretiza rapidamente. Em meio ao choro excessivo do bebê, horas de sono reduzidas e milhares de palpites que deixam a mulher extremamente confusa a idéia da introdução precoce de leite artificial está sempre presente. Em algumas situações os pais decidem que devem oferecer a fórmula (normalmente de mamadeira)! É ai que pode começar nosso primeiro problema, pois normalmente depois de tomar a fórmula a criança dorme cerca de 3h e os pais e familiares pensam... bendita fórmula!! Mas ao longo dos dias o que encontramos são mães desmotivadas, descrentes e decepcionadas, pois acreditam que não produzem leite, que seu leite é fraco ou que são incapazes de amamentar. A introdução precoce de leite articial além de dificultar a amamentação pode trazer vários riscos para as crianças a curto e longo prazo, por isso cuidado! Um bom profissional pode auxiliar tanto a mãe quanto o bebê a aprender o que fazer durante os primeiros dias pós parto.  


O que falar para os pais? No que os pais podem ajudar as mães? 

 

Os pais são extremamente importantes, embora muitas vezes se sintam excluídos nesse processo. Durante esses 9 anos trabalhando com aleitamento materno conheci muitos casais e o que percebi é que pais envolvidos e participativos auxiliam muito as mulheres na amamentação. É importante lembrar que a mulher precisa descansar para ter uma boa produção de leite e é ai que os pais tornam-se os atores principais. Papais não tenham medo!! Fiquem sozinhos com seus bebês enquanto a mamãe vai dar aquele cochilo. Crie seus próprios momentos de intimidade com o seu filho. Tente espantar o medo de fazer as coisas errado. Todo pai e toda mãe de primeira viagem cometem erros no começo. Coloque o bebê para dormir, dê banho, troque a fralda, leia para ele.

Durante todos esses anos presenciei tantas histórias... mas uma delas me marcou demais... era um pai que havia lido muito sobre amamentação, foi um início difícil, o bebê não sugava e a mãe tinha muito leite. Presenciamos muito choro do bebê, muito choro, decepção e cansaço da mãe. Ela esteve por desistir várias vezes e todas as vezes que ela mencionava desistir o pai falava todos os benefícios do aleitamento materno, dizia que tudo o que ela estava passando era normal e esperado e que ela ia conseguir, que não deveria desistir, já que os dois tinham conversado muito e queriam amamentar. Foi emocionante ver aquele pai tão empenhado e envolvido! Mãe e bebê se aninharam por muitas vezes sob os olhos daquele pai. Ela amamentou exclusivamente até os 6 meses e manteve a amamentação complementada até 1 ano e meio. Esse pai fez toda a diferença!!!  




Quer viver mais um pouquinho de vida real junto com a gente? Então curte o depoimento super bacana:



Esse será meu primeiro dia das mães com a Paloma fora da barriga. Também estamos às vésperas do seu primeiro aniversário. Um turbilhão de sentimentos e sensações está tomando conta dos meus pensamentos nos últimos dias. O primeiro ano da vida dela foi o mais intenso e o mais transformador de toda minha vida até aqui. Foi uma revolução!  Um dia desses vi uma pergunta nas redes sociais: o que marcou a sua maternidade? Claro que a minha maternidade é recente, mas até aqui a amamentação é o maior destaque sem sombra de dúvidas. A conexão que a amamentação proporciona é fantástica! Só pela maneira que ela se aninha no meu colo eu já sei que ela quer mamar. É um momento nosso, de muito amor e afeto. Quando a Paloma nasceu nós precisamos de ajuda profissional para iniciar a amamentação. Foram dias difíceis, de muita angústia e cansaço, mas com disposição e apoio vencemos essa batalha e ela foi amamentada exclusivamente até os 6 meses de idade. Hoje a Paloma ainda mama em livre demanda e embora isso me exija bastante disponibilidade, eu amo amamenta-la. Tenho absoluta convicção de todos os benefícios do aleitamento materno e fico satisfeita por proporcionar isso a minha filha.  Amamentar também mudou a minha percepção sobre o meu próprio corpo e autoestima. Nós mulheres nos exigimos muito esteticamente por conta das pressões sociais. Comigo não é diferente, porém hoje entendo a força e a eficiência do meu corpo! Produzir um alimento riquíssimo e exclusivo, além de proporcionar momentos de afeto, tranquilidade e segurança para a pessoa mais importante da minha vida, faz com que eu me enxergue uma mulher mais capaz, mais necessária e até mais bonita.  Com isso quero dizer que também me sinto gratificada pela amamentação.Sei que conselho não se dá (como diz o ditado: se fosse bom se vendia), mas se eu pudesse dar uma dica para uma futura mamãe, eu diria para investir na amamentação e desfrutar dessa dádiva da maternidade! Esse depoimento lindo foi escrito pela mamãe da Paloma, a Luísa Corrêa de Oliveira.


Fotos: Kelly Schmidt e Marcio Prestes. Visite nossos álbuns! Vamos adorar! 

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Ajudou? Quem escreveu estas dicas foi a Jamila Vasquez, Enfermeira e Consultora de Aleitamento Materno do Leite Bom Consultoria em Amamentação

🎗Enfermeira, especialista em amamentação
🎗Consultora em amamentação
🎗Sono e apego
🎗Laserterapeuta
🎗Aluguel de bomba elétrica

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